Então e porquê Crónicas da Barriga? Porque era o nome do blog que queria ter escrito durante a gravidez. Ainda vou a tempo? Não, a miúda tinha quase 4 meses quando o blog começou. E então? Então, nada!
27.4.09

Na sexta-feira passada, fomos almoçar a casa dos meus pais juntamente com a minha avó L., a pretexto de comemorar os meus anos e como forma dela ver a M..

 

A M. anda bem mais sociável e riu-se logo para a bisavó assim que a viu, adorou as cantigas que ela lhe cantou e agarroulhe os cabelos brancos como faz com toda a gente que lhe chega à mão.

 

Eu, como de costume, adorei vê-las juntas, adorei a absoluta normalidade com que a minha avó encara o facto de ainda amamentar a M. e adorei sentir que a M. ainda pode aproveitar um bocadinho a avó L. como eu aproveitei toda a vida.

Por R, às 14:18  comentar

Ao fim de um mês de baixa, a A. voltou hoje ao trabalho. Como não sabia se a M. iria reagir bem (afinal, durante este mês, a A. foi apenas uma vez lá a casa), pedi à minha mãe para estar lá.

 

A primeira reacção da M. foi esticar os braços para a A. e alternar entre encostar a cara à dela e olhá-la nos olhos. Contou-me ainda a minha mãe que, há pouco, estava as duas no tapete de actividades e a M. deitou a cara na perna da A. por uns momentos.

 

No meu egocentrismo, a baixa da A. foi uma complicação logística, que nos obrigou a organizar agenda com as avós, adiar reuniões fora e arranjar quem tratasse da parte das limpezas. Nem me lembrei que a M. pudesse ter saudades, não vi a situação pelos olhos dela e fui confrontada com a simples constatação de que, para uma criança, o estatuto não têm grande significado.

Por R, às 13:56  comentar

23.4.09

Ontem, à meia-noite, tive o melhor começo de dia de aniversário de todos os tempos: enquanto o J. me cantava os parabéns, a M. batia palmas e ria-se.


8.4.09

São quase dez horas (onze aqui) e estou prestes a chegar a Praga. Na escala de Frankfurt, ouvi no telemóvel o sinal de mensagem que indicava outra de voz. Era o J. dizendo que a M. estava com febre, mas bem disposta.

 

Parece ridículo dizê-lo agora, mas estava com um pressentimento que estava qualquer coisa para acontecer.

 

O sentimento de impotência de estar a milhares de quilómetros de distância só é ultrapassado pela total e absoluta confiança no J. que - acho que ainda não tinha dito aqui - é o melhor pai que a M. alguma vez vez podia ter.

 

Não há sinais de nariz entupido, nem tosse ou outras maleitas, por isso, devem ser os dentes de cima (sim, porque a M. já tem dois em baixo) a anunciar a chegada.

 

Mas mesmo assim, tenho um nó no estomâgo e só me apetece chegar ao hotel para chorar um bocadinho.


Sobre a M.
Nascida a 4 de Julho de 2008, com 3,880 kg, 50 cm e as maiores bochechas do mundo.
Sobre o P.
Chegou a 24 de Setembro de 2010, com 3,380 kg, 48 cm e os olhos mais doces do mundo.
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