Então e porquê Crónicas da Barriga? Porque era o nome do blog que queria ter escrito durante a gravidez. Ainda vou a tempo? Não, a miúda tinha quase 4 meses quando o blog começou. E então? Então, nada!
4.12.08

Não durmo com ela na cama, mas dou de mamar e vou continuar a dar até nos apetecer; ela fica com a empregada, mas como-a com beijos quando chego a casa; não verti uma única lágrima quando a deixei em casa para ir trabalhar, mas gosto de falar de bebés com outras pessoas; não ponho fotos dela na blogosfera, mas quando me apetece, grito ao mundo que a adoro... estou no grupo das doentes ou das self-proclaimed cool mums? E onde está a fronteira, quando é que se passa a mãe negligente? Como é que se pode generalizar uma coisa tão íntima como ser mãe? Eu adoro o meu trabalho, adoro as minhas amigas, adoro estar sozinha com o meu marido, mas posso bem adiar tudo isso uns meses... conto com eles o resto da vida, mas daqui a uns tempos a minha filha deixa de ser bébé.*

 
 
*A propósito deste post e porque não consigo deixar comentário no dito blog.
 
Por R, às 22:30  comentar

De Sam a 5 de Dezembro de 2008 às 11:13
Falta-te uma coisa que é cortares nas leituras ordinárias, agressivas e inconsequentes. De resto, está tudo como deve ser.

De R a 5 de Dezembro de 2008 às 11:32
É como os acidentes de viação, não consigo deixar de olhar...

De rita a 5 de Dezembro de 2008 às 12:49
Essa discussão já deu tanto pano p mangas ao longo dos tempos na blogosfera... acredita, já deu em "porrada" virtual e tudo :)
Há pessoas demasiado fundamentalistas e levam o papel de mãe ao extremo; quase deixam de ser mulheres e passam a ser exclusivamente mães, com tudo o q isso arrasta. No meu caso pessoal, ao ler determinados blogs sinto-me às vezes ignorante e quase incompetente. Sinto-me "pequenina" perante a "grandiosidade" de conhecimentos e de dedicação de algumas mães. Levo as coisas decontrídamente. Fui só gaja sem filhos durante 31 anos, não vou anular o que fui durante esse tempo. Adoro saír à noite, vou a concertos, preocupo-me com a minha aparência, gosto e preciso de tempo só para mim e acho q dava em maluca se fosse mãe a tempo inteiro. Mas chorei no 1º dia de trabalho:) Amo a minha filha mais q tudo mas preciso do resto para me sentir feliz.
Acho q a Rititi empolou e ironizou com isso, está um bocado exagerado mas olha q há um fundo de verdade no que ela diz. Veêm-se aí vidas e maternidades tão perfeitas...q até enjoam!
Bjs

De R a 5 de Dezembro de 2008 às 21:57
Rita,

O meu ponto é que a Rititi cai naquilo que critica: só porque amamento, tenho que ter bigode e não tenho vida própria? Por que é que quem amamenta mais do que um mês tem que ser pirada? Nessa lógica, eu também podia achar "histérica" e "maluca" a quem chora no primeiro dia que deixa os filhos para ir trabalhar (podia, mas não acho, simplesmente, a mim não me deu para isso).
Insisto um bocado no tema da mama, porque, como se pode perceber pelo blog, eu acho importante (e bom) amamentar (by the way, o pediatra da M. concorda). E quem não acha importante, está objectivamente mal informado, mas quem não acha bom, está no seu direito.

De Antes assim... a 9 de Dezembro de 2008 às 11:15
Bom, à conta de um post da rititi já escrevi no meu blog sobre a amamentação. Volto a dizer que não me julgo fundamentalista, mas como tenho uma posição sobre o assunto, se calhar sou... Dou mama e o meu filho tem muitos dentes, anda e corre, fala e tem quase 18 meses. Sou criticada, acham que sou doida, que faz "impressão" por ele ser grande, que não descanso. E daí? Eu dou porque gosto, ele gosta, poupo dinheiro em leite, e sei que lhe faz bem. Sinceramente, não percebo porque é que este tipo de decisão causa tanta irritação a certas mães... eu não me acho mais mãe que elas, mas se dou qual é o problema de o querer assumir? Para além dos 4 meses de licença de maternidade, tirei 6 meses de licença sem vencimento... porque queria estar com o meu filho e principalmente por problemas familiares. Custou-me mais deixar o trabalho do que alguma vez pensei... Voltei, custou-me mais ainda deixar o meu filho, mas menos do que pensei (decerto por o deixar com quem eu queria)! A maternidade é vivida individualmente por cada mãe, e o que é valorizado por umas pode ser desvalorizado por outras e vice versa... dai que seja engraçado ler sobre as opiniões e vivencias de cada uma, exactamente por cada uma pensar e sentir de forma diferente!!! Agora criticar?? Acho que não vale a pena ...

De R a 11 de Dezembro de 2008 às 20:28
Antes assim,

É isso mesmo. Acho que quem precisa de atacar outras pessoas para defender as suas escolhas deixa passar a ideia que não se sente à vontade com as decisões que tomou.

Sobre a M.
Nascida a 4 de Julho de 2008, com 3,880 kg, 50 cm e as maiores bochechas do mundo.
Sobre o P.
Chegou a 24 de Setembro de 2010, com 3,380 kg, 48 cm e os olhos mais doces do mundo.
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